Diagnóstico não é sentença: é ponto de partida!

Receber um diagnóstico psicológico ou psiquiátrico pode, à primeira vista, parecer assustador. Para muitas pessoas, esse momento vem acompanhado de medo, dúvida, culpa ou até vergonha. Mas e se a gente começasse a olhar para o diagnóstico com outros olhos? Com olhos de reconstrução, não de rótulo!

Andressa Arruda

5/16/20252 min read

worm's-eye view photography of concrete building
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Falo isso não só como psicóloga, mas também como alguém que vive isso na própria pele.

Em 2021, recebi meus diagnósticos de TDAH e Transtorno de Humor. Naquele momento, eu já cursava Psicologia e, mesmo com algum conhecimento, o impacto foi grande. Mas foi também nesse ponto que tudo começou a fazer sentido: comportamentos, sensações, dificuldades… Com o nome veio o entendimento — e com o entendimento, a possibilidade de transformação.

Hoje, já formada, atuo com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e sou pós-graduanda em Psicopatologia. E se tem algo que aprendi — na teoria e na prática — é que um diagnóstico pode ser um portal para o autoconhecimento.

Diagnóstico é direção, não destino

O diagnóstico serve como uma bússola. Ele não define quem você é, mas ajuda a entender o que está acontecendo dentro de você. Ele te oferece ferramentas para lidar melhor com suas emoções, seus pensamentos e seus comportamentos. Em outras palavras, ele te ajuda a se ver com mais clareza.

É claro que o processo pode ser desafiador. Lidar com rótulos sociais, com medos internos e com julgamentos pode ser pesado. Mas com o apoio certo — acolhimento, escuta, tratamento adequado — esse caminho pode se tornar libertador.

Terapia: onde a reconstrução começa

A psicoterapia é o lugar onde você pode se escutar com menos julgamento e mais compreensão. Na TCC, trabalhamos para identificar padrões de pensamento que alimentam o sofrimento e construímos, juntos, formas mais saudáveis de interpretar e reagir às situações do dia a dia.

Se você recebeu um diagnóstico ou desconfia que algo não vai bem emocionalmente, saiba: não é um fim. Pode ser, na verdade, o seu recomeço.

Você não é seu diagnóstico. Você é muito mais.

Você é história, contexto, vivência, força e vulnerabilidade. Nenhuma condição mental te reduz. Ela apenas convida a um olhar mais profundo sobre si. E esse olhar pode ser o início de uma grande transformação.

Quer conversar sobre isso?
Estou aqui para te ouvir, te orientar e caminhar ao seu lado nessa jornada de reconexão com você mesmo.